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Já virou padrão: cria-se um culpado descartável, enquanto o verdadeiro mandante observa de longe, apostando no esquecimento |
A prisão dos garis flagrados despejando lixo em um aterro interditado escancarou a desigualdade brutal entre quem manda e quem obedece em Campo Maior. Homens simples, apenas cumprindo ordens, foram algemados e expostos como criminosos, enquanto o grande articulador da prática ilegal permanece protegido atrás do silêncio conveniente. Após a audiência de custódia, foram soltos — como era óbvio. E a pergunta que a cidade faz é a mesma que domina as redes sociais, onde internautas se manifestam aos montes contra o covarde silêncio, ou como muitos dizem, o silêncio covarde de Joãozinho Félix.
Esse silêncio não é prudência: é fuga. Cada dia sem explicação reforça a suspeita de que a prática criminosa não foi erro isolado, mas resultado direto de ordens vindas de dentro da própria gestão. Quando surge escândalo, o prefeito some. Quando a verdade ameaça aparecer, empurra-se a sujeira para debaixo do tapete. Já virou padrão: cria-se um culpado descartável, enquanto o verdadeiro mandante observa de longe, apostando no esquecimento — como já ocorreu em tantos outros casos que começam no gabinete e terminam sem punição.
Campo Maior exige respostas. Os garis merecem respeito. E a população não tolera mais o gestor que trata responsabilidade como ameaça e ética como detalhe dispensável. O silêncio de Joãozinho Félix não apenas cheira à culpa — ele grita para toda a cidade. E agora, com a pressão crescente das ruas e das redes sociais, fica cada vez mais difícil fingir que o prefeito não sabe de nada. O crime ambiental tem dono, e o povo já sabe quem é.

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