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sábado, 21 de dezembro de 2019

Formação de professores fica mais longa e mais voltada para prática

sala de aula

A formação dos professores no Brasil vai ficar mais longa e passar a ter maior foco na prática. As medidas estão previstas em resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) homologada pelo Ministério da Educação (MEC). 

A portaria que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica - (BNC-Formação) foi publicada hoje (20) no Diário Oficial da União

Os cursos de licenciatura, para a formação de professores, passam da atual duração de três para quatro anos, ou 3,2 mil horas. Dessas 800 horas, o equivalente a um quarto do curso, devem ser voltadas para a prática pedagógica. 

A prática pedagógica deve, obrigatoriamente, ser acompanhada por um professor da instituição formadora e por um professor experiente da escola onde o estudante a realiza. 

Apesar da parte da formação dedicada exclusivamente à prática, a resolução estabelece que a prática deve estar presente em todo o percurso formativo do licenciando, “com a participação de toda a equipe docente da instituição formadora, devendo ser desenvolvida em uma progressão que, partindo da familiarização inicial com a atividade docente, conduza, de modo harmônico e coerente, ao estágio supervisionado”. 

A formação dos futuros professores também terá um maior foco na chamada Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define o mínimo que deverá ser aprendido pelos estudantes de todo o país no ensino infantil, fundamental e médio.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 21 de março de 2016

Projeto na Comissão de Educação determina residência pedagógica para professores

Os professores da educação básica poderão ter que cumprir uma etapa de residência pedagógica. É o que prevê o PLS 6/2014, que receberá votação terminativa na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) na terça-feira (22).
Do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), o projeto modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, acrescentando residência pedagógica de 2 mil horas aos licenciados com até 3 anos de formação, a ser ofertada a, no mínimo, 4% dos professores em cada sistema de ensino e com remuneração por meio de bolsas de estudos.
Ferraço argumenta, na apresentação do projeto, que há uma defasagem na formação de professores que dificulta o conhecimento das condições do ambiente escolar.
A relatora na CE, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), recomenda a aprovação do projeto com emendas. Em seu voto, Marta argumenta que uma carga horária de 2 mil horas fugiria ao escopo da proposta. Ela sugeriu reduzir o tempo de residência pedagógica para um mínimo de 1,6 mil horas.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Projeto que torna mais atrativa a carreira de professor avança no Senado

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou, nesta quarta-feira (2/3), a Sugestão 4/2013, que prevê a alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.434/1996) para prever provas práticas nos processos seletivos de professores da educação básica pública e promover a criação de incentivos à sua permanência na mesma escola ao longo da carreira.

A matéria nasceu de uma das propostas apresentadas por jovens que participaram do Programa Senado Jovem Brasileiro e, agora, tem a senadora Regina Sousa (PT-PI) como relatora.

De acordo com Regina, a qualidade do ensino é o principal desafio das autoridades públicas no campo educacional atualmente. A democratização do acesso avançou significativamente nos últimos anos. Mas, estudos acadêmicos, matérias jornalísticas e os resultados de exames de rendimento, nacionais e internacionais, revelam a existência de muitas deficiências na formação escolar de nossos jovens.

“Diversas pesquisas indicam que um dos principais fatores incidentes sobre a qualidade do ensino consiste na atuação dos professores. Dessa forma, é preciso zelar pela formação desses profissionais, assim como tornar a carreira atraente para os jovens talentos que chegam à educação superior”, aponta a senadora em sua justificativa.

Aprovada, agora a Sugestão passa a tramitar como Projeto de Lei e voltará a ser analisado pela Comissão de Direitos Humanos antes de seguir para deliberação em outras comissões.

Com informações da Liderança do PT no Senado.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

MEC divulga proposta de currículo único para Educação Básica

O Ministério da Educação divulgou nesta quarta-feira, 16, a proposta da Base Nacional Comum, documento que detalha o que precisa ser ensinado aos alunos em cada etapa de ensino e disciplina. É a primeira vez que o Brasil estabelece um currículo nacional com metas para o ensino. O documento está aberto para audiências públicas e seu texto final deve ser aprovado em junho de 2016.
Os objetivos de aprendizado, segundo o texto, serão divididos de acordo com o contexto de experiências do aluno - de abordagem mais lúdica, nor primeiros anos, até conceitos mais abstratos, no fim do ensino médio. Além de introdução, em que são listados 12 direitos gerais de aprendizagem, o documento é estruturado em quatro áreas.
A divisão é por Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas, já prevista em leis educacionais e usada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Cada área se desdobra em disciplinas, como Artes ou Química.
O ministro da Educação Renato Janine Ribeiro disse, em um texto de apresentação à base, que o currículo comum é importante para guiar a formação dos professores e o material didático usado em sala de aula. "Dois rumos importantes serão abertos: primeiro, a formação tanto inicial quanto continuada dos nossos professores mudará de figura; segundo, o material didático deverá passar por mudanças significativas, tanto pela incorporação de elementos audiovisuais quanto pela presença dos conteúdos específicos que as redes autônomas de educação agregarão".
A base comum irá cobrir 60% do currículo da educação básica e o restante deverá ser formulado de acordo com as especificidades locais. O objetivo da base é que se estabeleça o que o aluno precisa saber em cada etapa, mas a forma como se dá o ensino é livre.
Fonte: O Estadão

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Cristóvão Buarque fala sobre educação municipal

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Senador Cristóvão Buarque
Temos tido a preocupação diária em repercutir o que se escreve sobre educação e que pode refletir diretamente em nossas vidas no Território dos Carnaubais. É preciso que estejamos atentos ao tratamento que se dá à educação e quais as linhas que se pretende mudar para tirar o Brasil da vergonhosa posição que ocupa em entre os 60 países mais importantes do mundo. Sempre estamos na lanterninha quando esse quesito é abordado.

Não podemos ter vários tipos de educação. Não se pode permitir que haja uma educação de qualidade em um município e logo após 50 km se tenha apenas um arremedo. É preciso não mais repensar, pois já estamos fartos de tantos embustes. É necessário tomada de posição capaz de modificar esse quadro caótico, que alija as pessoas de renda mais baixa a viverem na total exclusão.

Vale a pena ler o artigo publicado no Portal 247, importante veículo de comunicação, que de forma independente traz matérias como a do Senador Cristóvão Buarque.


sexta-feira, 6 de março de 2015

Deputado evangélico apresenta projeto que prevê educação básica em casa

A Câmara Federal começa a analisar o projeto de lei do deputado Lincoln Portela (PR-MG) sobre a possibilidade de a educação básica ser feita em casa. 

Deputado evangélico apresenta projeto que prevê educação básica em casa
Dep. Lincoln Portela   Foto: Agência Câmara
A proposta inclui um dispositivo na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394/96) para admitir a educação básica domiciliar. Isso tornaria possível que os pais se responsabilizassem pela educação de seus filhos quer seja pessoalmente ou com professores particulares.

“Na realidade brasileira, a oferta desse nível de ensino se faz tradicionalmente pela via da educação escolar. Não há, porém, impedimento para que a mesma formação, se assegurada a sua qualidade e o devido acompanhamento pelo Poder Público certificador, seja oferecida no ambiente domiciliar, caso esta seja a opção da família do estudante”, disse o deputado.

Confira a matéria AQUI

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Estudantes da rede pública farão exame para aferir alfabetização

Estudantes matriculados no terceiro ano do ensino fundamental em escolas públicas vão responder a testes de leitura, escrita e matemática (foto: educacao.uol.com.br)Escolas públicas urbanas e rurais com o mínimo de dez estudantes matriculados no terceiro ano do ensino fundamental participarão este ano da Avaliação Nacional da Alfabetização (Ana). O teste será realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em parceria com estados, municípios e o Distrito Federal, no período de 17 a 28 de novembro, na escola onde a criança estuda. Os alunos vão responder a testes de leitura, escrita e matemática.

Para assegurar a participação de todos, o Inep produzirá provas com letras e número ampliados (fonte 18) e superampliados (24) para crianças com baixa visão. O número de provas ampliadas dependerá dos dados fornecidos pelas unidades de ensino no Censo Escolar. Estudantes com deficiência, transtornos globais ou específicos do desenvolvimento, síndromes ou outras necessidades de atendimento especial terão assegurado tempo adicional para responder aos testes.

A Avaliação Nacional da Alfabetização atende a uma série de objetivos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Entre eles, melhorar os padrões de qualidade e equidade do ensino, subsidiar a elaboração de políticas de alfabetização e aferir o nível de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática.

Conforme a Portaria do Inep nº 468, de 19 de setembro último, os diretores das escolas terão acesso aos resultados preliminares da Ana em maio de 2015, com uso de senha específica. Os resultados finais serão divulgados pelo instituto em agosto do próximo ano.

O Inep também fixou índice de participação de alunos nos testes para que cada escola obtenha resultados individuais. A taxa mínima de participação é de 80% dos alunos matriculados no terceiro ano do ensino fundamental.
Fonte: Portal MEC

quarta-feira, 11 de junho de 2014

No Brasil, salário de professor é metade do que recebem outros profissionais

Salário médio é de R$ 1.874; enquanto outras categorias com curso superior ganham, em média, R$ 29 por hora trabalhada, o professor brasileiro da educação básica recebe apenas R$ 18

 A remuneração média dos professores brasileiros é equivalente a 51% do valor médio obtido, em 2012, pelos demais profissionais com nível superior completo. Há sete anos, esse porcentual era de 44%. Atualmente, o salário médio do docente da educação básica no País é de R$ 1.874,50. Essa quantia é 3 vezes menor que o valor recebido por profissionais da área de Exatas, como por exemplo, os engenheiros.

Uma das metas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE), que aguarda sanção presidencial, é equiparar o rendimento médio dos profissionais do magistério das redes públicas com as outras categorias. 

Os dados comparativos de evolução salarial ente os professores e as demais categorias estão presentes no Relatório de Observação sobre as Desigualdades na Escolarização do Brasil produzido por um comitê técnico do Conselho de Desenvolvimento de Econômico e Social (Cdes) da Presidência da República. O documento foi apresentado a todos os membros do Cdes, entre eles a presidente Dilma Rousseff, no último dia 5 de junho em Brasília.

O relatório traz dados de indicadores construídos a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), além de outras fontes oficiais referentes a data base de 2012. O documento tem o objetivo de propor ao Conselhão – como é conhecido - ações que deveriam ser priorizadas na política educacional do País.
"A remuneração dos professores da educação básica tem melhorado, embora lentamente. Aprofundar e acelerar as mudanças nos nossos indicadores educacionais depende de esforços integrados de atores e instituições nas três esferas de governo e em toda a sociedade", afirmam os técnicos do Comitê do Observatório da Equidade, que elaborou o relatório em nome do Cdes.
Para o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo Filho o quadro apresentado pelo Cdes é reflexo de uma "situação histórica" do Brasil. "O argumento dos gestores para manter esses baixos salários é que os profissionais de educação estaduais e municipais são numerosos. Esse argumento de contingente é sem sentido. Percebe-se que não dá para acreditar no que os políticos dizem na televisão, quando defendem a melhoria das condições e salários dos professores. É um discurso que não é verdadeiro", diz Araújo Filho.

Valor por hora
Se os valores do rendimento médio de professores e de outros profissionais já são díspares por si só, a desigualdade também é sentida no valor da hora de trabalho. Enquanto outras categorias com curso superior recebem, em média, R$ 29 por hora trabalhada, o professor recebe apenas R$ 18.

A situação fica ainda mais complicada para os docentes quando é feita a comparação por áreas. Profissionais da saúde, por exemplo, recebem em torno de R$ 35 por hora de trabalho. Os dados, também de 2012, são do Observatório do PNE, que sistematiza dados educacionais relacionados ao Plano Nacional de Educação.

Diante desse quadro, os técnicos que elaboraram o relatório dizem que é preciso "avançar na valorização e reconhecimento dos trabalhadores em educação, com o estabelecimento de programas e ações que estabeleçam maiores oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional aos professores e demais trabalhadores da educação".

Essa posição é compartilhada por José Fernandes de Lima, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE). "Se queremos modificar essa situação, primeiro temos que ter consciência desses fatos, em seguida fazer investimentos não só em formação como na valorização", fala Lima.

Tal questão, a da valorização, é vista como fundamental para que os estudantes recém saídos do colégio passem a enxergar a carreira de professor como uma opção profissional viável. Isso é o que afirma o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2014, lançado no final de maio deste ano. Atualmente, não são muitos os jovens que têm como sonho trilhar a carreira docente no País.

"Só teremos Educação de qualidade com bons professores e, para isso, é preciso atrair para a carreira do magistério os melhores alunos egressos do Ensino Médio. O magistério precisa ter atratividade suficiente, pois ´concorre´ com outras carreiras mais rentáveis ou de mais prestígio", afirma texto do Anuário, produzido pela ONG Todos pela Educação e a Editora Moderna.
 
Baixos salários geram grande insatisfação entre a categoria de professores da educação básica
Aquém do ideal
Se o valor do rendimento médio do docente já é inferior ao ser comparado com outras profissões, o presidente do CNE lembra que há alguns anos, a situação era ainda mais complicada. "O salário do professor já ficou abaixo do salário mínimo. Era irrisório mesmo. E, infelizmente, ele ainda continua baixo. Os esforços para mudar essa situação ainda não foram suficientes", diz Lima.

Um desses esforços citados pelo presidente do CNE foi a criação do piso salarial do magistério. O valor atual desse piso nacional é de R$ 1.697. O rendimento tem como referência o professor com jornada de 40 horas semanais.

Mas, se a definição do piso da carreira docente é visto como algo positivo, o seu valor ainda está aquém do devido, afirma o diretor da CNTE. "O piso é importante para o país, mas questionamos o valor que ele vem sendo reajustado desde o seu começo. Hoje, ele deveria estar em torno de R$ 2.380".

Além disso, Heleno Araújo Filho ainda fala que nem todos os professores recebem o piso. "Ainda há Estados onde o professor em início de carreira ganha R$ 480 como salário base. O resto é completado com gratificação. Isso está em desacordo com a Lei do Piso", diz.

Araújo Filho ainda aponta outro "risco" para o não cumprimento da meta do PNE. "Há um projeto de lei, atualmente no Congresso, que prevê o reajuste do piso pela inflação. Isso é outra ameaça para o devido cumprimento da meta", explica o diretor do CNTE.

Cálculo
De acordo com comunicado emitido no início do ano pelo Ministério da Educação (MEC), "durante o período de 2009 a 2014 a correção do piso foi de 78,63%, valor superior à elevação do salário mínimo no período (55,69%) e ao reajuste das principais categorias profissionais".

Atualmente, segundo o informe da pasta, "a correção reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido". Ou seja, o índice é apurado com base na variação do valor aluno-ano do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

“Para o cálculo desse valor aluno, cabe ao MEC apurar o quantitativo de matriculas que serão a base para a distribuição dos recursos, e ao Tesouro Nacional a estimativa das receitas da União e dos Estados que compõem o fundo e a definição do índice de reajuste”, afirma o comunicado.

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sexta-feira, 28 de março de 2014

Educação: o que vem por aí



Algumas proposta de Lei tramitam no Senado Federal visando a educação. 2014 já apresenta dois projetos interessantes. 

O primeiro, de autoria do senador Ricardo Ferraço, propõe que quem se formar em educação básica deve fazer residência de 2 mil horas em escolas, assim como acontece na área da medicina. De acordo com a proposta, o residente receberá uma bolsa mensal e o período vai equivaler a pós-graduação. 

O segundo, do senador Gim Argello (PTB-DF), quer incentivar a valorização e ensinamento da capoeira em instituições de ensino públicas e privadas.