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Medo da verdade? Justiça vira escudo para esconder denúncias em Campo Maior

Imagem IA O prefeito de Campo Maior, João Félix de Andrade , aparece no centro de mais um episódio que preocupa quem acredita em democracia ...

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O Réveillon mais esperado de Campo Maior é HOJE!!!!



Prepare-se para virar o ano com muita música, energia e gente bonita.

Swing Diferente e Raio Musical comandam a festa do começo ao fim.
O palco é a Vivenda Bar & Bistrô, com vibe única e clima de celebração.
Chegue cedo, chame a galera e comece 2026 do jeito certo: em grande estilo!


segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Contratação polêmica: Cultura do Piauí chama cantora acusada de apagar orixás e gera revolta



A contratação da cantora Cláudia Leitte pela Secretaria de Cultura do Piauí gerou forte reação dos povos de terreiro e de entidades ligadas às religiões de matriz africana. Em nota de repúdio, lideranças religiosas e movimentos culturais afirmam que a escolha da artista desrespeita princípios de diversidade e inclusão que devem orientar as políticas públicas de cultura.

A polêmica se intensificou após a cantora passar a alterar, em apresentações recentes, trechos de músicas que faziam referência a orixás, substituindo-os por expressões de cunho cristão. Para os povos de terreiro, a mudança não é apenas artística, mas um gesto simbólico que evidencia preconceito religioso e contribui para o apagamento das tradições afro-brasileiras.

Na avaliação dos signatários da nota, o Estado, por ser laico, não pode chancelar práticas que reforcem a intolerância religiosa. Eles ressaltam que comunidades de matriz africana historicamente sofrem discriminação e que decisões institucionais como essa ampliam a sensação de invisibilidade e desrespeito.

Ao final, os povos de terreiro cobram um posicionamento público da Secretaria de Cultura do Piauí e a revisão dos critérios de contratação com recursos públicos. O episódio reacende o debate sobre racismo religioso e o papel do poder público na promoção do respeito à diversidade cultural e religiosa.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Campo Maior Amordaçada: Prefeitura Compra o Silêncio da Imprensa e Cala a Voz do Povo

Professor Jorge Câmara
É sempre mais cômodo criticar quem está distante, figuras nacionais que jamais tomarão conhecimento das postagens ou que não se abalam com ataques virtuais e palavras de baixo nível. Mais fácil ainda é replicar, de forma espalhafatosa, denúncias vindas de vereadores de outras cidades, sem o mínimo cuidado de ouvir o contraditório ou checar os fatos. Essa prática pode até gerar engajamento, mas não cumpre o papel social do jornalismo.

Quando situações injustas se perpetuam, quando os problemas se acumulam e a cidade parece andar em círculos, a imprensa não pode se eximir de sua responsabilidade. O silêncio diante do que acontece no próprio quintal é uma forma de conivência. A crítica seletiva, que mira longe e poupa os poderosos locais, enfraquece a democracia e trai a confiança da população.

Em Campo Maior, esse silêncio tem preço. Contratos caros firmados pela prefeitura criam uma espécie de mordaça institucional, onde questionar vira risco e informar se torna inconveniente. Por força desses acordos, o essencial deixa de ser cobrado, e a imprensa, que deveria fiscalizar, passa a ornamentar a gestão.

Enquanto isso, o povo sente na pele a ausência de políticas públicas efetivas. As pessoas precisam de comida, de saúde, de dignidade, mas recebem apenas “doce”, gestos simbólicos e ações paliativas. Cabe à imprensa romper esse silêncio imposto, defender os interesses da população e lembrar, todos os dias, que jornalismo não é favor: é compromisso público.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Ser Cristão - Missão Impossível?

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Que bom seria se todas as pessoas fossem, de fato, iguais em dignidade. Se nascer não fosse um sorteio cruel e todos tivessem as mesmas oportunidades desde o primeiro suspiro. Que nossas crianças recebessem cuidado, afeto e atenção, crescessem em ambientes saudáveis, com alimentação digna, um teto seguro e educação de qualidade. Que fossem protegidas e respeitadas em seus direitos mais básicos, sem exceções nem privilégios.

Que bom seria se nossos jovens encontrassem caminhos seguros. Se vivessem em espaços onde a violência não fosse regra e a esperança não fosse exceção. Que fossem incentivados ao esporte, à cultura, ao lazer, à solidariedade e à fé, não como discursos vazios, mas como políticas e práticas reais. Que tivessem sonhos possíveis e futuro palpável.

Que bom seria se aqueles que escolhem construir famílias tivessem seus direitos de pensamento, opinião e escolha respeitados. Se encontrassem estabilidade, emprego digno, salário justo e condições de poupar, planejar e construir patrimônio. Que o esforço diário não fosse consumido apenas pela sobrevivência, mas também pela possibilidade de viver com dignidade.

Que bom seria se, após tudo isso, todos chegassem ao outono da vida amparados. Com descanso merecido, aconchego da família, respeito dos mais jovens e assistência efetiva do poder público. Que pudessem, ao final do caminho, fechar os olhos em paz. E, diante de tantas ausências, ainda nos autoproclamamos cristãos.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Prefeitura gasta demais, TCE reprova e ninguém responde

As contas da Prefeitura de Campo Maior voltaram a ser reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí, e os documentos oficiais não deixam dúvidas: o prefeito João Félix insiste em desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Gastos excessivos com pessoal, falhas na previdência e descontrole das finanças aparecem repetidamente nos pareceres do TCE-PI dos anos de 2022 e 2023.

O mais grave é que não se trata de erro isolado. Mesmo após alertas e reprovação mantida, a gestão segue pelo mesmo caminho, ignorando limites legais criados para proteger o dinheiro do povo. A Lei de Responsabilidade Fiscal existe para evitar exatamente esse tipo de abuso e garantir que os recursos públicos sejam usados com equilíbrio.

Diante de fatos tão claros, causa revolta o silêncio do Ministério Público. Por que nenhuma ação firme contra um gestor que descumpre a lei de forma reiterada e comprovada? Os relatórios do TCE-PI estão aí, públicos, acessíveis e técnicos. Fingir que não existem é fechar os olhos para a realidade.

Campo Maior não pode aceitar esse desmando como algo normal. Quando a lei é desrespeitada e as instituições se calam, quem sofre é a população. O povo paga a conta do descontrole, enquanto a impunidade segue fazendo escola.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Já encomendou a sua Ceia de Natal?

 


Nada como cuidar só da beleza no Natal. Receber a família e descansar!!!

Encomende a sua Ceia de Natal por quem entende da arte dos sabores.




sábado, 20 de dezembro de 2025

Por que em Altos há Prazo e em Campo Maior há Silêncio? Dois Pesos, Duas Medidas do Ministério Público?

Prefeito de Campo Maior não realiza concurso público para manter o Nepotismo
Imagem redes sociais


A cada nova denúncia ou reclamação popular em Campo Maior, cresce a sensação de que o prefeito João Félix recebe um tratamento diferenciado por parte dos órgãos de controle. As exigências que lhe são direcionadas parecem sempre brandas, sem prazos definidos e marcadas por uma morosidade que contrasta com o rigor aplicado a outros gestores. Essa postura levanta um questionamento inevitável: por que o chefe do Executivo municipal não é cobrado com a mesma firmeza e urgência?

Somam-se a isso práticas que afrontam os princípios da moralidade e da impessoalidade na administração pública. O nepotismo na prefeitura é notório, com cargos estratégicos concentrados nas mãos de parentes diretos do prefeito. São essas mesmas funções que autorizam compras, conduzem licitações, atestam recebimentos e liberam pagamentos, formando uma estrutura fechada, pouco transparente e extremamente preocupante.

Enquanto isso, o número de contratados cresce a cada dia, sem que a população receba explicações claras sobre critérios, necessidade ou impacto financeiro dessas contratações. A ausência de transparência alimenta desconfianças e reforça a percepção de descontrole administrativo, agravada pela falta de respostas rápidas às demandas da sociedade.

Mais alarmante ainda é o silêncio que envolve todo esse cenário. O Sindicato dos Servidores Municipais, que deveria se posicionar diante dessas irregularidades, mantém uma postura inexplicável de omissão. Diante desse quadro, Campo Maior precisa exigir igualdade na fiscalização, respeito ao dinheiro público e compromisso real com a legalidade. A democracia não combina com privilégios nem com dois pesos e duas medidas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Crueldade Administrativa: Prefeito de Campo Maior Desconta Salário de Garis Mesmo em Licença Médica

A gari - obra de  Edgar Duduvier

    A Prefeitura de Campo Maior, por meio da superintendência responsável pela limpeza pública, vem adotando práticas que afrontam a dignidade e os direitos de seus trabalhadores. A chamada “bolsa social” é, na prática, um dos maiores ataques já cometidos contra garis com até vinte anos de serviço, pois nega qualquer direito trabalhista, desrespeitando frontalmente a legislação. Trata-se de uma precarização institucionalizada, que transforma trabalho contínuo em favor, como se direitos fossem concessões.

    Somado a isso, o ambiente de trabalho é marcado pelo assédio promovido por chefetes do setor, cujas atitudes lembram tristemente a lógica dos capitães-do-mato. São relatos constantes de humilhações, pressões e violência psicológica diária contra trabalhadores já exaustos e vulneráveis. A prefeitura fecha os olhos para um quadro de assédio moral sistemático, permitindo que o medo substitua o respeito.

    Para completar o cenário de desumanidade, trabalhadores que se afastam por motivo de doença, mesmo munidos de atestado médico, sofrem descontos de R$ 518,00 em seus salários. A prática é criminosa, fere direitos básicos e expõe a face mais cruel da gestão do senhor João Félix. Punir quem adoece não é gestão: é exploração sem limites.


domingo, 14 de dezembro de 2025

É hoje, 20 de dezembro, Kabral, Bibi Maior e Raio Musical em grande momento no Vivenda Bar e Bistrô


 

Mais um grande evento no melhor "point" da cidade - Vivenda Bar e Bistrô. No próximo sábado, 20 de dezembro, Kabral e Bibi Maior anima a noite em grande show com a companhia de Raio Musical. Será uma noite inesquecível.

Pablo, Neto Produções e Lukas assinam a organização do evento.

Não perca.






quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

O Silêncio que Cheira a Culpa: Até Quando, Prefeito Joãozinho Félix?




Já virou padrão: cria-se um culpado descartável, enquanto o verdadeiro mandante observa de longe, apostando no esquecimento 

A prisão dos garis flagrados despejando lixo em um aterro interditado escancarou a desigualdade brutal entre quem manda e quem obedece em Campo Maior. Homens simples, apenas cumprindo ordens, foram algemados e expostos como criminosos, enquanto o grande articulador da prática ilegal permanece protegido atrás do silêncio conveniente. Após a audiência de custódia, foram soltos — como era óbvio. E a pergunta que a cidade faz é a mesma que domina as redes sociais, onde internautas se manifestam aos montes contra o covarde silêncio, ou como muitos dizem, o silêncio covarde de Joãozinho Félix.

Esse silêncio não é prudência: é fuga. Cada dia sem explicação reforça a suspeita de que a prática criminosa não foi erro isolado, mas resultado direto de ordens vindas de dentro da própria gestão. Quando surge escândalo, o prefeito some. Quando a verdade ameaça aparecer, empurra-se a sujeira para debaixo do tapete. Já virou padrão: cria-se um culpado descartável, enquanto o verdadeiro mandante observa de longe, apostando no esquecimento — como já ocorreu em tantos outros casos que começam no gabinete e terminam sem punição.

Campo Maior exige respostas. Os garis merecem respeito. E a população não tolera mais o gestor que trata responsabilidade como ameaça e ética como detalhe dispensável. O silêncio de Joãozinho Félix não apenas cheira à culpa — ele grita para toda a cidade. E agora, com a pressão crescente das ruas e das redes sociais, fica cada vez mais difícil fingir que o prefeito não sabe de nada. O crime ambiental tem dono, e o povo já sabe quem é.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Garis Presos e Caçamba Apreendida: Enquanto Servidores Viram Réus, Joãozinho Félix Finge Que Não É com Ele!

Prefeito não está nem aí
Foto: Arquivo Redes Sociais

Três trabalhadores ligados à Prefeitura de Campo Maior — um motorista e dois garis — foram presos em flagrante após despejarem lixo no antigo aterro sanitário, interditado pelo Ministério Público. A caçamba apreendida presta serviços para a própria gestão municipal, e o Promotor de Justiça, Maurício Gomes, confirmou: a ordem para o despejo irregular partiu da Prefeitura.

O crime ambiental, previsto no Art. 54 da Lei de Crimes Ambientais, agora recai sobre homens simples, pais de família, obrigados a cumprir ordens superiores. Eles serão apresentados em audiência de custódia, enquanto a Polícia Civil já autuou todos os envolvidos.

O promotor revelou que denúncias antigas apontavam que carros da Prefeitura continuavam usando o aterro proibido, ignorando completamente a interdição. Mesmo assim, a gestão Joãozinho Félix nada fez para corrigir a prática.

A postura do prefeito? Silêncio absoluto. Nenhuma assistência aos servidores, nenhuma defesa pública, nenhum gesto de responsabilidade. Trabalhadores são expostos, criminalizados, enquanto quem mandou permanece protegido no gabinete.

Mais uma vez, a gestão transforma funcionários humildes em escudo humano para acobertar seus próprios erros. Campo Maior exige respostas — e um prefeito que não abandone seus servidores à própria sorte.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Prefeitura recebe milhões e vira ponto de encontro da família inteira — só faltou o cachorro receber cargo!!!!

 

Foto: Redes Sociais da Prefeitura de Campo Maior

Apesar do discurso insistente do prefeito sobre a suposta falta de recursos, o relatório oficial de transferências mostra uma realidade bem diferente. Entre 2021 e julho de 2025, Campo Maior recebeu mais de R$ 354 milhões somando Assistência Social, Educação e Saúde, sem contar com outras áreas e a arrecadação própria.

Só na Educação, foram mais de R$ 149 milhões, enquanto a Saúde ultrapassou R$ 192 milhões, evidenciando que dinheiro não faltou. Mesmo assim, o prefeito insiste na choradeira, repetindo que “não há recursos” e culpando outras esferas governamentais. O discurso cai por terra quando confrontado com as cifras milionárias que abastecem mensalmente os cofres públicos. 

Para piorar, enquanto dramatiza para a população, a prefeitura mantém uma farra de parentes ocupando cargos estratégicos, justamente nas áreas de fiscalização, controle e gestão financeira, onde deveriam estar profissionais técnicos e independentes.

Essa prática levanta suspeitas sobre prioridades e transparência, pois transforma setores essenciais em redutos familiares, enfraquecendo a credibilidade da administração. Assim, a população assiste à combinação explosiva: repasses robustos, serviços públicos precários e um gestor que prefere reclamar a explicar onde o dinheiro realmente foi parar. No fim, o relatório deixa claro: recursos existiram — o que falta é gestão, responsabilidade e respeito ao erário.

domingo, 7 de dezembro de 2025

O Maior Golpe da História: Joãozinho Félix Engana o Povo das Casas Outra Vez!

Prefeito cria fake sobre construção de casas



Na eleição de 2020, Joãozinho Félix prometeu o impossível: garantir 2.000 casas com recursos que, na prática, jamais estavam assegurados. A promessa, que deveria ter sido alvo de uma ação mais enérgica do Ministério Público Eleitoral, já revelava sinais claros de propaganda irregular e enganação deliberada. Ainda assim, o então candidato seguiu adiante, amparado por um discurso sedutor e pela confiança de uma população que acreditou na palavra do futuro gestor.

Já no exercício do mandato — e impulsionado pela eleição do próprio filho como deputado estadual — o prefeito levou a farsa a outro patamar. Criou um suposto “cadastro municipal” para moradias, com direito a uso intenso de todas as mídias possíveis: rádios, jornais, televisão e redes sociais pessoais, inclusive aquelas impulsionadas por aliados pagos para promover sua imagem. A manobra, recheada de propaganda, alimentou novamente o sonho da casa própria, mas terminou em frustração e revolta. Nada saiu do papel.

Agora, com o governo federal liberando imediatamente a construção de 250 casas por meio da Caixa Econômica, a verdade finalmente aparece. Os recursos não eram do município, não eram fruto de articulação do prefeito — e muito menos promessa cumprida de Joãozinho Félix. Mesmo assim, ele tenta pegar carona na conquista federal, como se a política habitacional fosse mais uma de suas realizações. Trata-se de mais um capítulo no longo histórico de manipulações do gestor.

É preciso destacar ainda o alinhamento bolsonarista do prefeito, cuja prática política replica o velho padrão de bravatas, fake news e anúncios grandiosos sem lastro na realidade. A população merece respeito, transparência e seriedade — e não sucessivas ilusões criadas para fins eleitorais. O episódio das casas escancara um método: prometer, enganar e culpar outros quando a verdade aparece. Resta ao povo não esquecer e cobrar responsabilidade de quem transformou esperança em propaganda vazia.




 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

STJ DETONA prefeitos que usam redes pessoais para se promover!

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reforçou um entendimento que tem impacto direto na comunicação das prefeituras: usar perfis pessoais para divulgar programas, obras ou serviços públicos pode configurar promoção pessoal ilícita. A decisão se apoia no Artigo 37 da Constituição Federal, que determina que a publicidade institucional deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, sendo vedada qualquer forma de autopromoção.

O tribunal alerta que a prática pode resultar em ações de Improbidade Administrativa, especialmente quando servidores, equipes de comunicação ou recursos públicos são utilizados para alimentar contas privadas. O caso do ex-prefeito João Doria (SP) é um exemplo citado para ilustrar os riscos desse tipo de conduta.

Diante disso, o Ministério Público tem expedido recomendações preventivas, orientando prefeitos e gestores a utilizarem apenas canais oficiais da administração municipal para divulgar ações governamentais. Para os órgãos de controle, essa separação é fundamental para garantir transparência, moralidade e respeito ao princípio da impessoalidade.

A medida busca impedir que ações públicas sejam transformadas em ferramenta de promoção política, preservando o interesse coletivo e evitando vantagens indevidas. A discussão reacende o debate sobre os limites entre comunicação institucional e pessoal. Qual sua opinião sobre essa proibição?


Fonte: STJ

O GOLPE DO ANO: Welington Sena Promove Corrida Secreta para Tomar o Controle de Campo Maior

Wellington Sena: práticas golpistas
Foto: Câmara Municipal de Campo Maior

A Câmara Municipal de Campo Maior insiste em trilhar um caminho que afronta a lógica democrática e ignora decisões cristalinas dos tribunais superiores. A tentativa de realizar duas eleições internas no mesmo ano não é um “procedimento regimental”; é uma manobra evidente para concentrar poder e manipular o calendário em benefício de poucos. E, diante do cenário estadual, o alerta fica ainda mais grave.

Há poucos dias, o ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, anulou a eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Jatobá do Piauí, que havia escolhido, de forma irregular, sua direção para 2027–2028. A decisão atendeu à representação do Ministério Público Eleitoral, ao apontar que a votação antecipada feriu entendimento já pacificado pelo próprio STF. Segundo o ministro, eleições “antecipadas demais” desequilibram o jogo democrático e buscam amarrar o futuro, impedindo que novos parlamentares exerçam livremente sua vontade.

Mesmo assim, em Campo Maior, parece que a lição ainda não foi aprendida. Wellington Sena, repetindo a prática do pai — também adepto de antecipar eleição — corre para garantir sua própria reeleição num clima de urgência que levanta sérias suspeitas. Pressão contra o prefeito? Ensaios para candidatura majoritária? Tentativa de fechar acordos antes que a maré vire? Qualquer hipótese revela mais sobre ambição do que sobre compromisso público.

A pergunta que ecoa é simples: até onde vai essa pressa? E mais: desde quando regimento interno está acima da legislação federal e das decisões do STF? A democracia não pode ser usada como escada de projeto pessoal, nem transformada em arranjo de compadrio. O povo de Campo Maior merece transparência — e não truques de bastidores feitos às pressas para garantir poder a qualquer custo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Até quando a Curva dos Canudos será a “Curva da Morte”?

Mais uma vítima da "curva da morte"

Até quando a Curva dos Canudos, na PI-114, continuará sendo conhecida como a “Curva da Morte”? A cada semana, novos registros de acidentes reforçam um cenário que já ultrapassou o limite da casualidade: caminhões tombam, ônibus clandestinos viram, carros derrapam, motociclistas perdem o controle. Famílias inteiras se desfazem em um trecho que deveria ligar cidades, mas tem se tornado ponte para tragédias anunciadas.

Nos últimos meses, manchetes se repetem como um eco de descaso: caminhão com frangos tomba, jovem morre ao visitar a família no Natal, ônibus clandestino capota, motorista fica preso nas ferragens, cinco pessoas envolvidas, três em estado grave. São vidas ceifadas, histórias interrompidas e estatísticas que crescem diante da indiferença do poder público.

É impossível naturalizar o inaceitável. É urgente questionar: quantas vidas ainda serão necessárias para que medidas concretas sejam tomadas? O trecho exige, há anos, intervenção séria — seja por readequação do traçado, instalação de defensas, reforço da sinalização, redutores de velocidade ou fiscalização permanente. O que não se pode mais fazer é deixar o tempo decidir o destino dos que passam por ali.

A sociedade clama, as famílias choram e o asfalto testemunha um histórico que não pode continuar. A Curva dos Canudos não pode ser lembrada como sinônimo de morte. É hora de transformar luto em ação, dor em responsabilidade e descaso em solução.

Que o poder público, enfim, trate desse assunto com a urgência que ele exige — antes que novas manchetes repitam o que já sabemos de cor: mais um acidente na PI-114. Mais uma vida perdida. Mais uma tragédia que poderia ter sido evitada.

domingo, 30 de novembro de 2025

A Vida Sempre Recompensa Quem Insiste


                                                     Mensagem para o Domingo

Que seu domingo seja leve.
Que a paz encontre sua casa,
que a fé acalme seu coração
e que a esperança prepare a sua semana.

Respira fundo…
Hoje é dia de agradecer, descansar
e acreditar que coisas boas estão chegando.


 

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

QUANDO O PODER IGNORA A PRÓPRIA RESPONSABILIDADE

Joãozinho Félix no deboche
Foto: Instagran 

É cada vez mais evidente a sensação de que não há cerca que contenha a cobiça atribuída ao prefeito Joãozinho Félix. As críticas que circulam na cidade apontam para um gestor que, segundo moradores, age como se estivesse acima da lei, tomando decisões arbitrárias e, muitas vezes, desrespeitando princípios básicos da administração pública. As denúncias que surgem — envolvendo suposto nepotismo, contratações questionáveis e condutas pouco transparentes — alimentam a percepção de descaso com a coisa pública.

Enquanto isso, a Câmara Municipal permanece silenciosa. A base de apoio do prefeito, beneficiada politicamente, parece fechar os olhos para o que deveria investigar. Essa omissão fragiliza a democracia local e reforça a impressão de que fiscalizar o Executivo virou mera formalidade.

Nossa comunidade não pode naturalizar práticas que, segundo diversos apontamentos, desrespeitam a ética e o interesse coletivo. É urgente cobrar transparência, responsabilidade e limites. Um gestor eleito para servir não pode transformar a gestão em território sem lei. Quando o poder cala e os representantes se omitem, é a sociedade inteira que perde.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

“Clã do Poder?” Denúncia Explosiva Revela Suposto Império Familiar na Prefeitura de Campo Maior

Prefeito Joãozinho Féliz e família no Vaticano
Foto arquivo redes sociais

    Uma bomba política acaba de explodir em Campo Maior. Um documento entregue à 3ª Promotoria de Justiça denuncia o que seria um verdadeiro reinado familiar instalado no coração da administração municipal. A representação afirma que a cidade estaria vivendo um esquema de nepotismo em larga escala, com cargos estratégicos distribuídos como se fossem herança de família. 
    Segundo a denúncia, a Prefeitura teria se transformado num “palácio moderno”, onde sobrenomes como Félix, Vidal e Neiva seriam mais importantes que mérito, competência ou legalidade. A Secretaria de Saúde, em especial, aparece como epicentro do suposto escândalo: parentes, sobrinhos, cônjuges e agregados ocupariam funções essenciais, muitos recebendo salários altíssimos — alguns ultrapassando R$ 10 mil. 
    Relatos presentes no documento descrevem cenas que parecem sair de uma novela política: parentes chegando ao gabinete da Saúde “como se estivessem em casa”, servidores recebendo sem trabalhar e contratos firmados “às pressas”, sem critérios técnicos ou licitação. Além disso, a denúncia aponta possíveis acúmulos ilícitos de cargos, contratação irregular, pagamentos indevidos e até indícios de enriquecimento ilícito. 
    O material pede uma investigação profunda, devolução de valores recebidos ilegalmente e punições civis, penais e administrativas para todos os envolvidos. Agora, toda a cidade espera o próximo capítulo. Se confirmadas, as acusações podem derrubar estruturas e expor o maior escândalo político da história recente de Campo Maior.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Festival da Arte Capoeira transforma vidas e celebra a cultura em Campo Maior

Foto: Redes Sociais Abadá Capoeira

A ABADÁ Capoeira realiza, nos dias 04, 05 e 06 de dezembro, o Festival Cultural da Arte Capoeira, em Campo Maior (PI). O evento promete reunir apresentações culturais, rodas de capoeira, música e muita emoção, destacando a força da arte e da tradição brasileira. Sob a supervisão do Mestre Camisa e organização do Professor Marcos Roberto (Instrutor Régua), o festival marca também a cerimônia de troca de cordas de crianças e adolescentes participantes dos projetos socioeducativos da instituição.

Mais do que uma celebração, o encontro representa um importante momento de valorização da identidade cultural e da formação cidadã. A capoeira, com sua mistura de ritmo, movimento e história, tem transformado a vida de dezenas de jovens, promovendo disciplina, respeito e inclusão social. O festival reafirma o compromisso da ABADÁ Capoeira com a educação, a cultura e o futuro da juventude campomaiorense.


Irmão da vereadora Michelle Maroca (Republicanos) é denunciado por lavar dinheiro do tráfico em esquema milionário

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) denunciou o dentista Ricelle Weslley Oliveira Barbosa, natural de Campo Maior (PI), por participação em um esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Além dele, outras 15 pessoas foram denunciadas por envolvimento com a mesma organização criminosa. A denúncia, assinada pelo promotor Rafael Moreno Machado, foi apresentada em 24 de outubro e aceita pela Justiça mineira no dia 29.

De acordo com o MP, o grupo atuou entre novembro de 2023 e junho de 2025, utilizando contas bancárias de terceiros para movimentar grandes valores de origem ilícita. O dentista Ricelle Barbosa, segundo a investigação, disponibilizou suas contas pessoais para servir como “contas de passagem”, recebendo e transferindo quantias que chegavam a milhões de reais.

O relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou movimentações de R$ 3,2 milhões em apenas uma conta do dentista, em poucos meses, o que reforça a suspeita de lavagem de dinheiro. Em outra conta, também foram verificados créditos e débitos superiores a meio milhão de reais.

O promotor destacou que Campo Maior chamou atenção nas investigações por apresentar altos valores movimentados, destoando do perfil econômico da cidade. Além de Ricelle, Francisco Hernando, também campomaiorense, é apontado como um de seus aliados.

Ao receber a denúncia, o juiz Bruno Henrique Taveira, da 3ª Vara de Tóxicos e Lavagem de Bens de Belo Horizonte, determinou a citação dos réus para apresentarem defesa.

O dentista não foi localizado para comentar o caso. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

Fonte: Portal GP1


sábado, 8 de novembro de 2025

Vereador denuncia escândalo salarial em Campo Maior: fisioterapeutas recebem apenas R$ 1.428 enquanto “família Félix” é privilegiada

Vereador Hamilton Segundo (PT)

Durante a sessão da Câmara Municipal, o vereador Hamilton Segundo (PT) utilizou a tribuna para denunciar o que classificou como um ato de desvalorização e desrespeito da Prefeitura de Campo Maior com os profissionais da Equipe eMULTI da Atenção Primária à Saúde. Segundo o parlamentar, servidores como fisioterapeutas estão recebendo salários muito abaixo do que determina a legislação, com casos de pagamento em torno de R$ 1.428,00, valor considerado incompatível com a responsabilidade e a formação exigida para o cargo.

Hamilton destacou que a situação evidencia a falta de compromisso da gestão municipal com a categoria, sobretudo com os profissionais que não possuem vínculos familiares ou políticos com o grupo do prefeito João Félix. O vereador afirmou que a diferença de tratamento entre servidores “da família Félix” e os demais representa uma injustiça inaceitável dentro do serviço público.

“Valorização e respeito aos trabalhadores é uma causa que sempre vou defender. Não podemos permitir que profissionais da saúde sejam humilhados com salários vergonhosos”, disse. O vereador reforçou que continuará fiscalizando e cobrando transparência, garantindo que os direitos dos servidores sejam respeitados.

TRE-PI EXPÕE INJUSTIÇA E ABSOLVE PAULO HENRIQUE: LÍDER COMUNITÁRIO FOI VÍTIMA DE ACUSAÇÃO SEM PROVAS

Foto: arquivo PH

Fonte: Portal Brasão News

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) encerrou uma das investigações mais polêmicas dos últimos tempos ao reconhecer a injustiça cometida contra o líder comunitário e ex-candidato a prefeito de Sigefredo Pacheco, Paulo Henrique de Oliveira Castro. Em decisão unânime, relatada pelo juiz Daniel Eufrásio de Sousa Alves, o tribunal determinou o trancamento definitivo do inquérito policial, por ausência de qualquer indício de crime.

Segundo o relator, as condutas atribuídas a Paulo Henrique foram “manifestamente atípicas”, sem dolo eleitoral nem exercício indevido de função pública. O tribunal reconheceu que ele atuou apenas como cidadão e líder comunitário ao solicitar e acompanhar a entrega de cestas básicas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), sem qualquer finalidade eleitoral.

O acórdão destacou ainda que a entrega ocorreu fora do período eleitoral, afastando totalmente a hipótese de corrupção eleitoral. Com isso, todas as medidas cautelares impostas foram revogadas.

A decisão, unânime, restabelece a honra e a dignidade de Paulo Henrique, que, segundo o próprio TRE-PI, “apenas exerceu seu papel cívico em favor da comunidade mais vulnerável”.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Ex-vereador Júnior Lustosa denuncia uso irregular de máquinas públicas em propriedade particular do prefeito de Campo Maior

Júnior Lustosa - Ex-vereador MDB

O ex-vereador Júnior Lustosa fez graves denúncias durante entrevista concedida ao Jornal da 100, na edição do dia 5 de novembro. Segundo ele, o prefeito de Campo Maior, Joãozinho Félix, teria retirado máquinas pertencentes ao município e as levado para o município vizinho de Jatobá do Piauí, onde estariam sendo utilizadas na construção de um açude localizado em uma propriedade particular do próprio prefeito.

De acordo com Lustosa, além do maquinário, servidores municipais também estariam sendo empregados na obra, incluindo o secretário de Obras, Neto dos Corredores, que, segundo o ex-vereador, leva todo o aparato da secretaria para o local. “Essa não é a primeira vez que isso acontece”, afirmou Júnior Lustosa, destacando que em outras ocasiões já havia recolhido farto material fotográfico e encaminhado denúncia ao Ministério Público, que, segundo ele, foi “simples e misteriosamente arquivada”.

Durante a entrevista, o ex-vereador também cobrou da Prefeitura um suporte de transporte para atender às demandas médicas da população da região dos Corredores, área extensa e distante da sede do município. Lustosa ressaltou que a comunidade enfrenta dificuldades para ter acesso a serviços de saúde e pediu sensibilidade da gestão municipal para atender a essa necessidade urgente.



domingo, 2 de novembro de 2025

Tolerância zero: Piauí lança cadastro de pedófilos e veta cargos públicos a condenados

    

Deputada Vanessa Tapety
Foto: Redes Sociais

O Piauí passa a contar com uma nova lei que institui o Cadastro Estadual de Pedófilos e Agressores Sexuais, proposta pela deputada Vanessa Tapety. A medida tem como objetivo facilitar o controle e a identificação de pessoas condenadas por crimes sexuais e impedir que esses condenados ocupem cargos públicos na administração direta e indireta do Estado. 

De acordo com a norma, o cadastro reunirá informações de pessoas condenadas por decisão judicial transitada em julgado por crimes contra a dignidade sexual. A lei diferencia dois grupos:

Pedófilos: indivíduos condenados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes, incluindo aqueles previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990);
Agressores sexuais: pessoas condenadas por outros crimes contra a dignidade sexual previstos no Código Penal Brasileiro.

O banco de dados conterá foto, dados pessoais, idade, relação entre agressor e vítima, circunstâncias do crime, endereço atualizado e histórico criminal.

Vedação a cargos públicos

A legislação proíbe que pessoas com nome inscrito no cadastro sejam nomeadas ou investidas em cargos públicos em qualquer esfera da administração estadual. Isso inclui autarquias, fundações e órgãos da administração direta e indireta.

“Aos indivíduos com nome inscrito neste cadastro, fica vedada a investidura em cargos públicos da Administração Pública direta, indireta, autarquias e fundações, no âmbito do Estado do Piauí”, estabelece o texto legal.

Retirada do nome e prazos

Para solicitar a exclusão do nome do cadastro, o interessado deverá comprovar o cumprimento integral da pena e protocolar um pedido junto à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-PI). O órgão terá 60 dias para analisar o requerimento e realizar a exclusão, se comprovadas as condições legais.

Consulta pública e sigilo

O cadastro estará disponível no site da SSP-PI, mas com acesso restrito.

Consulta pública: qualquer cidadão poderá visualizar nome e foto dos condenados enquanto durar o efeito da condenação;
Acesso completo: será permitido apenas a autoridades designadas pela SSP-PI, que terão acesso ao histórico e demais informações sigilosas.

A Secretaria de Segurança Pública será responsável por regulamentar, atualizar e garantir a segurança dos dados, seguindo critérios rigorosos de sigilo e proteção de informações pessoais.

A nova lei entra em vigor em dezembro de 2025, 60 dias após sua publicação no Diário Oficial do Estado.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Entre gestos e interesses: a reconciliação que divide opiniões

Joãozinho Félix X Conceição Lima:
Quando o perdão é mais político do que humano

    Durante as eleições de 2020, a professora e vereadora Conceição Lima foi alvo de ataques que ultrapassaram o campo da disputa política. O embate eleitoral foi marcado pelos discursos de Joãozinho Félix que feriram não apenas sua trajetória pública, mas também sua dignidade como mulher, educadora e gestora. Termos pejorativos como "Coruja" e insinuações sobre sua conduta - especulação de compra de votos - circularam amplamente, transformando o debate de ideias em um palco de agressões pessoais.
    Hoje, ao reaparecerem lado a lado em um vídeo que exalta o “clima republicano”, prefeito e vereadora simbolizam uma trégua política. No entanto, para parte da população, o gesto ainda carrega a lembrança das feridas abertas naquele processo eleitoral. Decisões administrativas posteriores, como o fechamento da Escola Dr. Milton Soldane Afonso, que se transformou na vingança mais perversa e odiosa do prefeito, que em entrevistas dizia que a vereadora queria ganhar R$ 60.000,00 do Município, são interpretadas por muitos como movimentos estratégicos, revestidos de cordialidade, mas guiados por interesses políticos.
    O reencontro público, portanto, vai além da reconciliação pessoal: ele revela as complexas relações de poder que marcam a política de Campo Maior, onde o perdão e a conveniência parecem caminhar lado a lado e muitas pessoas não conseguem viver longe das mamatas que o lado mandante oferece.
    Entre a cruz e a espada, Conceição e o esposo Edvaldo Lima, são fortes no Governo do Estado. Conceição tem o mando das vagas da Penitenciária Regional José Arimateia Barbosa Leite (onde indica e desindica servidores contratados) e Edvaldo é Diretor Regional da Saúde, cargo que agrega grande importância estratégica na região.  

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

O veneno que escapa à fiscalização


    As recentes ocorrências de intoxicação por metanol em bebidas destiladas revelam, mais uma vez, a alarmante fragilidade da legislação e da fiscalização no Brasil. Enquanto o país contabiliza mortes e internações, o comércio clandestino de bebidas adulteradas continua a agir impunemente, explorando brechas legais e a lentidão do poder público. Não é de hoje que o mercado ilícito de destilados prospera à sombra da negligência estatal. Falta rigor na rastreabilidade da produção, na concessão de licenças e no controle da circulação do etanol industrial, frequentemente desviado para uso criminoso.
    Os alertas do Ministério da Saúde e as ações emergenciais do governo, embora necessárias, chegam tarde para as vítimas. A ausência de políticas preventivas e de fiscalização contínua torna as medidas reativas e insuficientes. Além disso, a desarticulação entre os órgãos responsáveis — Receita Federal, Anvisa, Ministério da Justiça e secretarias estaduais — cria um vácuo de responsabilidade que favorece o crime e põe em risco a saúde pública.
    Urge uma reforma profunda na política de controle de bebidas alcoólicas. É preciso fortalecer os sistemas de monitoramento, endurecer as penas para adulteração e garantir a presença do Estado nas etapas de produção e distribuição. Enquanto o lucro fácil falar mais alto que a vida, e o Estado permanecer inerte, o copo do brasileiro seguirá exposto ao risco de conter veneno em vez de celebração.


sábado, 27 de setembro de 2025

Campo Maior poderia ser destino, mas continua sendo promessa

    
Todas as imagens são de sites públicos

    Neste Dia Mundial do Turismo, cabe refletir sobre os caminhos e descaminhos dessa atividade em Campo Maior. O município, detentor de vasta riqueza natural, histórica e cultural, ainda está muito aquém de suas potencialidades turísticas. As administrações que se sucederam, ora ignoraram os inúmeros nichos existentes, ora se fecharam aos reclames da população que, há tempos, reivindica investimentos e planejamento estruturado para o setor.
    Recentemente, um seminário promovido pelo IFPI local e pelo Conselho Regional de Administração reuniu representantes do poder público e da iniciativa privada para discutir turismo e hotelaria. A iniciativa é louvável, mas precisa se transformar em ações concretas, que impulsionem o desenvolvimento da cidade e gerem oportunidades para a comunidade.
    O turismo não é apenas lazer; é economia, geração de emprego e fortalecimento da identidade cultural. Campo Maior merece sair da condição de promessa para se tornar referência no cenário turístico piauiense. O momento é de união e coragem política para transformar potencial em realidade.


quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Vereadora denuncia risco de fim do Campo Maior Prev e critica descaso da administração

Vereadora Jacinta Bandeira
MDB

    A vereadora Jacinta Bandeira (MDB) denunciou, em entrevista concedida nesta quarta-feira (24) ao Jornal da 100, da Rádio 100, que há grande preocupação entre os servidores municipais de Campo Maior com a possibilidade de encerramento do Campo Maior Prev, regime próprio de previdência do município. Segundo a parlamentar, a gestão do prefeito Joãozinho Félix estaria estudando o retorno ao Regime Geral de Previdência Social (INSS), medida que, se confirmada, traria sérios prejuízos principalmente aos professores e demais servidores efetivos.
    Criado para assegurar aposentadorias mais justas e compatíveis com a realidade local, o Campo Maior Prev representa uma conquista histórica do funcionalismo municipal. A previdência própria garante aos servidores um vínculo direto com os recursos que eles mesmos contribuem, além de permitir um planejamento financeiro mais transparente e voltado para a valorização da categoria.
    Entretanto, de acordo com Jacinta Bandeira, a atual administração não tem realizado os devidos repasses, tanto da parte dos servidores quanto da parte patronal. “Pelo andar da carruagem, percebemos que não há prioridade em manter a saúde financeira do instituto”, afirmou a vereadora.
    Caso a mudança se concretize, haverá perdas salariais significativas, principalmente para os profissionais da educação, que já enfrentam dificuldades diante da desvalorização da carreira. Para os servidores, trata-se de um retrocesso que demonstra descaso e falta de compromisso da gestão municipal com os direitos conquistados.
    Jacinta destacou ainda que a Câmara de Vereadores deve acompanhar de perto a situação e que os trabalhadores não podem ser penalizados pela má gestão dos recursos. “A previdência própria é patrimônio do servidor, e o seu fim representaria um golpe duro contra toda a categoria”, concluiu.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Campo Maior Paga com Sangue o Preço do Trânsito Caótico

Quando a desorganização do trânsito vira tragédia:
cada acidente é uma vida em risco

    Viver em Campo Maior está nos custando caro — não só em vidas, mas em sofrimento, medo e no abalo social que cada acidente de trânsito provoca. As reportagens recentes são chocantes: motociclistas atropelados e mortos, colisões frontais, pessoas gravemente feridas — muitos em trechos onde há evidente negligência de sinalização, fiscalização ou planejamento adequado. 
    Há também os eventos de manobras perigosas — “grau”, motos circulando sem habilitação, condutores alcoolizados — que demonstram não só imprudência individual, mas uma falha sistemática de controle, fiscalização contínua e educação de trânsito. 
    Enquanto isso, orçamentos municipais e estaduais para trânsito, para multas, licenciamento, cobranças diversas — tudo isso circula em cifras elevadas. Mas onde está esse recurso sendo inteiramente aplicado? Na pavimentação de algumas vias há avanços, como nos casos das obras recentes de infraestrutura urbana. Governo do Piauí Mas a desordem no tráfego, a falta de monitoramento, a sinalização precária e a ausência de campanhas educativas apontam que boa parte dos recursos não está sendo investida com a prioridade que a gravidade do problema exige.
    Não adianta investir em asfaltos se motoristas continuam dirigindo alcoolizados, se muitos motociclistas não têm habilitação, se a fiscalização é esporádica e reativa em vez de preventiva. O dano já está sendo medido em corpos, em histórias interrompidas, em famílias destruídas.
    Também pesa a responsabilidade de órgãos públicos locais: o departamento de trânsito municipal, os gestores responsáveis pelo ordenamento das vias, pela sinalização — vertical, horizontal — e pela fiscalização. A julgar pelo número de acidentes, pelo volume de infrações detectadas tardiamente e pela falta de respostas estruturais, estamos muito aquém do que se esperava. A população paga impostos, multas, taxas de licenciamento, e espera que esse dinheiro seja revertido em segurança viária, mas o retorno está distante.
    É imperativo que haja um novo compromisso: planejamento urbano voltado ao trânsito; políticas de educação de condutores; fiscalização permanente — inclusive na zona rural e nos acessos principais; sinalização clara e manutenção constante; e transparência na aplicação dos recursos arrecadados. Só assim deixaremos de pagar esse preço tão alto — de vidas perdidas e sonhos interrompidos — por conta de negligência e desorganização.
    Campo Maior precisa urgentemente acordar para esse drama. Não podemos continuar normalizando que famílias sejam destruídas por acidentes evitáveis. A cidade não merece apenas obras parciais ou paliativas: merece um trânsito seguro, justo e bem administrado.